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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Será?





"Será que queres?
Ser-me o perfeito banquete cheio de adrenalina
Em que tantas vezes me é premente a fuga da rotina?
Será que queres?
Ser o meu lascivo hiato de tempo
A chama num eleito momento
Amor para todo o sempre?

Será que queres?
Ser a minha diversão solta e libertina,
E minha ânsia de desejo cristalina?
Será que queres?
Ser o meu irracional desejo sem freio
Que vai de encontro ao meu anseio?


Será que queres
Ser-me eterno?
Pensa bem.
Porque se queres,
Vamos ser os dois
Amor por inteiro


Pensa se queres
Porque quando me for
Vais continuar a sentir-me na pele

As memórias de mim vão envolver-te.
E sabes como? Em puro êxtase.
E sabes porquê? Porque fui eu que as provoquei:
Pelo meu toque e sorriso,
Pelo meu jeito sem juizo.

E vou permanecer-te no sonho,
Em palpitações,
No tempo e contratempo.

Vais ouvir-me no silêncio.
Vais sentir a mais perturbadora das dicotomias:
Sentir a vida vazia sem mim, e ao mesmo tempo cheia de nós.

É que vou ficar-te. Para sempre vou ficar-te.
Entranhada na alma.
No coração. No pensamento.
E na mente,
Vou ficar-te continuamente.
E sabes porquê? Porque sabes que comigo conheceste a felicidade,
E sem mim,
Essa ficará sempre pela metade."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Meu Deus...a minha vida já foi tão boa!












“Foder amor. Foder-te como à mais puta das putas e amar-te como à mais única das amadas. Foder amor. Chamar-te puta e dizer que te amo. Espancar-te o sexo e afagar-te o beijo. O doce e a fera, a treva e o raio. E só assim, entre um grito e um afago, foder-te com amor.”




Pedro Chagas Freitas






sábado, 10 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Momentos Partilhados




Naquela tarde falámos do amor e do medo...de partir e de ficar...

Disseste-me que não tinhas coragem de partir sozinha...e os teus grandes olhos azuis fixaram-se em mim paralisados...

É incrível o poder que o medo do desconhecido exerce sobre nós...incrível e injustificável...afinal quem parte, não larga tudo...vai simplesmente à procura de tudo!

No teu caso, esta ambiguidade torna-se ainda mais curiosa. A tua vida tem sido pautada pela mudança...e apesar de todo o teu percurso, de tudo o que conseguiste quando decidiste virar costas, continuas a afirmar reiteradamente "...eu larguei tudo...vim-me embora sem nada..."

Não é fácil decidir "partir". É mais fácil ficar dentro da nossa bolha, na nossa zona de conforto.

Muitas vezes sujeitamo-nos a dias cinzentos durante décadas e justificamos (a maioria das vezes a nós próprios) a nossa teimosia como sendo o resultado de um grande amor. A nossa resiliência (medo), leva-nos a aceitar comportamentos, gestos e atitudes que nos magoam e nos destroem. Sujeitamo-nos a rupturas e humilhações constantes, descemos e batemos no fundo. Muitas vezes não conseguimos sair de lá. E quanto mais descemos, mais difícil nos parece a subida.

O medo e o amor às vezes confundem-se. Dá um medo terrível começar de novo. Voltar a confiar, a acreditar. Os cheiros, os sons, os sabores, o imprevisto.

O medo quando mascarado de amor, muitas vezes é designado por "segurança"...um emprego estável que não suportamos, uma casa, feita de cimento e betão armado, de onde nunca sairíamos porque supostamente é lá que guardamos as nossas coisas (quando o importante são as vivências, e essas levamo-las connosco), uma pessoa que supostamente conhecemos e prevemos, mas com a qual só trocamos duas ou três palavras numa mesa de restaurante, no aniversário de casamento, uma cor que nunca ousaríamos vestir, porque não está na moda, uma cidade que nunca visitaríamos por não dominarmos a língua.

Eu tenho mesmo muito medo. Eu percebo que as pessoas tenham medo. Mas naquela tarde, ao falar contigo, tive a certeza de que nunca iria permitir que o meu medo fosse maior que o meu amor. E o meu amor tem de ser livre, mutável, flexível, imprevisível.

E por isso, no dia em que tiver de partir por amor, irei faze-lo sem hesitar. E sei que tu também.
Porque para nós o Amor tem asas...não tem raízes...